Excellent Series - 15k NB

Passado apenas 8 dias da Maratona UpHill, resolvi participar de uma prova de 15km que aconteceu hoje, no Jockey Club de São Paulo: Excellent Series - 15k NB.

Essa é uma prova diferente, pois para poder estar entre os selecionados, é necessário comprovar um índice mínimo de performance feitas em outras provas. E por um triz não me encaixei na marca limite.

Ok! Fui para a prova sem muitas pretensões, afinal, acabei de vir de uma maratona. Porém aquela tensão de que só tinha "gente boa correndo" mexeu com meus brios .

Chegamos bem antes do início da prova, que começava as 7 da manhã. Alongamos com tranquilidade, encontramos alguns amigos e fomos para a largada, que não teve nenhum atraso.






Comecei a prova juntamente com a Daniela e com o Wanderlei, mas já havia dito que seguiria o meu ritmo. Claro que no fundo eu não queria ficar muito para trás, mas fui acompanhando até quando meu corpo permitiu. Na realidade os primeiros quilômetros acabei forçando um pouco mais e eles ficaram poucos metros atrás.

Mas isso não durou muito tempo e perto do 3º km eles me alcançaram e pouco a pouco foram se distanciando a ponto de eu perdê-los de vista.

Juro. Ao contrário da maratona eu estava totalmente despreparada! TUDO me incomodou. Meu psicológico estava péssimo. Eu encontrava problemas em tudo! Um conjunto de fatores me incomodavam: me sentia lenta, era o calor, era dor no tendão, era dor na panturrilha, poucas horas de sono... tudo.

Sério. Pós maratona foi feito para DESCANSAR. Meu técnico é muito sábio quando diz que maratona machuca. Eu quis fazê-la e isso não é um problema. Mas é preciso dar o devido repouso ao corpo após os 42km.

Os quilômetros foram passando e eu "me arrastava". E eu simplesmente pensava: "Meu Deus, ainda faltam "X" quilômetros". Foi uma tortura correr hoje. Estava exigindo demais de mim.



Normalmente lá pelo quilômetro 6, meu corpo encaixa um ritmo bom e então sigo bem. Foi o que pensei. Entre o quilômetro 6 e 7 estarei bem e vou esquecer tudo que está me incomodando.

Melhorou, mas muito pouco.

Tentei me distrair na medida do possível. Tentava focar os corredores a minha frente e brincar de "Pegue-me se for capaz". Mirava um corredor e tentava alcançá-lo. Fiz isso por alguns quilômetros. Depois cansei da brincadeira.

Dei graças a Deus quando avistei a placa km 14. Ufa!!!

Tentei esquecer do sofrimento e finalizei da melhor maneira possível.


A foto expressa a melhor maneira possível que consegui :p. De língua de fora. Voltei para casa e só queria saber de banho e cama!

Dormi e me recuperei. Mas não o suficiente. 

Mas já aprendi a lição. Até o final do ano será tudo muito leve. Tem São Silvestre para fechar o ano e então começar 2014 com a corda toda!!!
















BONS TREINOS!!!


5 comentários

  1. Bom Dia , participei também desta prova ontem !!!, Tive as mesmas sensações que você ..., Vim da Maratona de Curitiba e sentia ainda a maratona, a cabeça estava sempre a kms a frente , mas o corpo mandava esperar.... Parabéns !!!

    Alessandro Guimarães
    correndoquemeentendo.blogspot.com

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  2. Isso. Pós-maratona foi feito pra descansar.

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  3. Pois é, as tem umas provas que são "imperdíveis" mesmo.
    Eu gostaria muito de uma prova desse estilão.

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  4. Muito bom, guria. E é bem como o amigo Luiz disse, algumas são imperdíveis !
    Beijo, boa semana.

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  5. Olá Jacke,

    Essa prova foi o fechamento do meu ano esportivo. Após ter iniciado 2013 machucado (e com a Maratona do Deserto do Atacama pela frente), passei um ano sabático, onde fiz várias provas em ritmo moderado e conservador, até ter a convicção de que poderia "forçar" sem ter efeitos negativos para o corpo. O meu segundo semestre foi uma escala evolutiva, na qual eu puder correr esses 15Km da New Balance próximo do meu melhor rendimento. Terminei com o tempo satisfatório de 1h07, em nenhum momento as pernas "dobraram" para dentro, sinal de que todo o processo de reeducação alimentar vem dando resultados consistentes.

    Ainda não disponibilizei o meu relato, farei isso em breve.

    Parabéns pela sua participação, ainda com o agravante de ter sido após uma difícil e peculiar maratona. Sobre a dor no tendão, é justamente sobre ela que estava me atrapalhando no início do ano, é uma região sensível, onde o repouso é a melhor solução (dor silenciosa e da mesma forma que surge, também desparece). É preciso ter paciência para dissipá-la...

    Um abraço,

    Daniel Gonçalves

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